Diciembre: mes cargado de luchas y memoria (2da. parte) – Descubren tres fosas comunes en el Sahara Occidental – Estudiantes chilenos protestan por la gratuidad – Brasil: Chico Mendes quería vivir para salvar la Amazonia – Nicaragua, El Salvador, canto y combate, los internacionalistas chilenos caídos – 33 años del MJL (Movimiento Juvenil Lautaro) – México, Ayotzinapa, 2 normalistas asesinados en el 2011…- A propósito de memoria: desmemoria en España – Santiago-Chile: 19 de Diciembre de 2015, Funa a un torturador y asesino

 genocidio saharaui

Descubren tres fosas comunes en el Sahara Occidental

 

18/12/2015 20:22

Argel, 18 dic (EFE).- El presidente de la asociación saharaui de prisioneros y familiares de desaparecidos, AFRAPREDESA, Omar Abdeslam, anunció que expertos españoles han descubierto tres fosas comunes en territorio del Sahara Occidental, según informaron hoy a Efe fuentes que participaron en un congreso del Frente Polisario.

El dirigente de AFRAPREDESA dijo a la prensa al margen del 14º congreso que el Frente Polisario celebra en el campo de refugiados de Dahla, que “el proceso de exhumación de los esqueletos y el análisis de la autopsia están en su primera etapa”.

Abdeslam explicó que, aunque no podía dar más detalles del lugar exacto de ubicación de las tres fosas comunes, ampliará la información sobre las mismas “una vez que haya terminado el trabajo sobre el terreno”.

“Por el momento, diez personas han sido identificadas en la primera de las fosas”, precisó el responsable y añadió que “la fosa más grande contiene sesenta esqueletos de víctimas saharauis enterradas vivas”.

El activista opinó que las tres fosas comunes “son una prueba más que descubre los crímenes contra la humanidad cometidos por el ocupante marroquí”. EFE

Estudiantes chilenos protestan por la gratuidad

Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.
17 de Diciembre, Fuente: Radio Enrique Torres

HACE INSTANTES. Estudiantes de la UTEM marcharon hacia el Mineduc en protesta ante los anuncios de que estarían fuera de la ‪#‎Gratuidad‬ para el próximo año. ¿La respuesta? Represión y Violencia por parte de FFEE, hay varios detenidos a esta hora.

Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.
Foto de Enrique Torres.

17 de Diciembre, Fuente: Radio Enrique Torres

Estudiantes de la Universidad Arturo Prat protestaron en Iquique ante la exclusión de la ‪#‎Gratuidad‬ .

CONFECH anuncia movilizaciones por ley corta que dejaría fuera de la gratuidad a la UTEM, U Arturo Prat, U. de Los Lagos

La presidenta de la Fech, Camila Rojas señaló que la iniciativa que baraja el Gobierno deja “relegadas a las universidades del Estado, se deja a tres…

(ELMOSTRADOR.CL)

· 17 de Diciembre, Fuente; Radio Enrique Torres

25 años sin Chico Mendes

“la selva yora xchico mendes

morto xterratenientes mais

chico mendes no esta morto

chico mendes vive en cada arbol”

Juan Pablo Araujo Medina

Muerto el 22 de diciembre de 1988, Chico Mendes dejó un legado de intensa lucha política y de fuente de inspiración para los movimientos sociales de todo el mundo
por Felipe Milanez — publicado 22/12/2013 09h11, última modificação 22/12/2013 10h00 http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-milanez/25-anos-sem-chico-mendes-1140.html

Miranda Smith / Wikimedia
Chico Mendes quería vivir para salvar la Amazonia
Chico Mendes queria viver para salvar a Amazônia

Foto de Chico Mendes em sua casa, poucos meses antes de morrer. Na sua última entrevista, concedida a Edilson Martins, ele dizia que queria viver para salvar a Amazônia, pois sabia que a impunidade era o lugar comum das mortes na região

Na noite de 22 de dezembro de 1988, uma semana após completar 44 anos de idade, Chico Mendes foi alvejado por um tiro de escopeta no peito, na porta de sua casa, em Xapuri, Acre, enquanto saía para tomar banho (o banheiro era externo). No interior da casa, os dois guarda costas responsáveis por cuidar da sua segurança, da polícia militar, jogavam dominó e fugiram correndo ao escutar o disparo. A tocaia foi armada pelo fazendeiro Darly Alves e executada por seu filho, Darcy, junto de um outro pistoleiro. A versão que se tornou oficial da morte seria a vingança de Darly pela disputa do Seringal Cachoeira, que Darly queria transformar em fazenda, expulsar os seringueiros e desmatar a floresta; e também que Chico Mendes havia descoberto, no Paraná, uma condenação anterior do fazendeiro por assassinato.

Atribuir o crime apenas à fúria de Darly, que com seu bando de pistoleiros aterrorizava Xapuri, sempre foi visto como uma forma de esconder outros interesses que poderiam estar por trás do assassinato. O que estava por trás do crime era a destruição da Amazônia em benefício de poucos. Chico Mendes representava a resistência dos povos da floresta, as lutas sociais e a defesa ecológica das populações que ele, como poucos, soube organizar e liderar.

O assassinato de Chico Mendes a mando do fazendeiro Darly Alves, representante local da então União Democrática Ruralista (UDR), entidade de classe dos grandes latifundiários então comandada por Ronaldo Caiado (hoje representada pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, chefiada por Kátia Abreu), provocou uma imensa repercussão internacional. Surpreendeu tanto a elite agrária local, que pensava que o crime iria desaparecer na impunidade como tantos outros que cometiam, quanto a imprensa nacional, que ignorava os seringueiros e em grande parte os conflitos no campo (não muito diferente do que ainda ocorre). Ambos, pai e filho, foram condenados a 19 anos de prisão, cujas penas, hoje, já foram cumpridas. Outros assassinatos que teriam sido cometidos pelo bando de pistoleiros chefiado por Darly ficaram impunes – como o assassinado de Ivair Igino, companheiro de Chico, poucos meses antes, em junho de 1988, por outro filho de Darly, Olocy. Em julgamento recente, a condenação de Olocy foi tão baixa que o crime prescreveu – sequer consideraram a emboscada armada como um crime premeditado.

Chico Mendes foi um dos mais influentes ambientalistas de sua época e mudou o paradigma do ambientalismo internacional, ao colocar as populações diretamente afetadas por projetos de desenvolvimento como centro do debate. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e o ideólogo das “reservas extrativistas”, na qual a população tradicional que habitava a floresta teria o direito de manter seu modo de vida de coleta sustentável dos produtos florestais. “A reserva extrativista é a reforma agrária do seringueiro”, ele dizia. Chico também falava que ele defendia a vida dos seringueiros, então, as seringueiras e a floresta amazônica, e assim se deu conta de que estava defendendo o Planeta inteiro. Um pensamento cada vez mais atual em relação a crise ecológica que toca a todos.

Suas ideias giraram o mundo e inspiraram diversas lutas sociais. O ativismo liderado por Chico Mendes havia influir na política de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial para a Ditadura, no Brasil, para construir estradas na Amazônia, mostrando que o benefício dos empréstimos atingia apenas a uma pequena elite, provocando violência e destruição ambiental. Hoje, o espaço desses organismos financeiros foi ocupado pelo BNDES.

O líder seringueiro teve uma brilhante trajetória política. No seu próprio dizer, foi como “ganhar na loteria”. Não havia escolas nos seringais e 98% dos seringueiros eram analfabetizados nos anos 1970. Mas em 1962 Chico Mendes encontrou o militante comunista Euclides Távora, refugiado da Coluna Prestes na Amazônia, na fronteira da Bolívia com o Acre. Távora iniciou um processo de alfabetização baseado não em cartilhas, mas em jornais da época que chegavam com meses de atraso. Todos finais de semana, o garoto caminhava 3 horas até a colocação de Távora. Chico Mendes não só aprendeu a ler e a escrever, como passou a compreender o contexto político de seu entorno. Quando veio o golpe de 1964, podia conectar nas rádios internacionais em versão em portugues da Voice of America, BBC e Central de Moscou, e junto de Távora, interpretar como as notícias eram informadas de forma bastante diferentes. A relação com Távora terminou em 1965, e com uma mensagem: os anos vindouros seriam marcados por autoritarismo e violência, e Chico deveria filiar-se ao primeiro sindicato que surgisse.

Após algumas tentativas de mobilizar, de forma isolada, os seringueiros, no início dos anos 1970 surgiram as comunidades eclesiais de base, localmente comandadas por dom Moacyr Grechi, bispo progressista da teologia da libertação. E em 1975, através da CONTAG, foi criado o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Como era um dos poucos letrados, Chico assumiu a secretaria, e em 1977 fundou o sindicato em Xapuri. A trajetória do sindicalista culminou com a criação do Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), em 1985, em Brasília, fato que projetou a luta do seringueiros ao debate nacional.

Chico Mendes hoje
A memória de Chico Mendes é uma turbulenta disputa política. No Acre, entre as diversas homenagens, há até palestras pagas pelo governo e pela Petrobrás (que vai explorar gás na floresta) para apresentar o líder sindical quase como um empresário “verde”. Em um recente especial, a GloboNews recolheu belas imagens de arquivo para concluir que Chico Mendes pregava a “sustentabilidade”.

O uso da imagem de Chico Mendes permite ao governo do Acre, por exemplo, jogar luz na floresta com energia elétrica produzida com a queima de combustíveis fósseis, resultando em poluição luminosa que afeta espécies que vivem na área objeto da intervenção (essa foi uma das tantas “homenagem” ao líder seringueiro), enquanto a população da floresta enfrenta desafios para sobreviver e sair da miséria sem ter que destruir o ambiente onde vive. Dilma Rousseff, cuja política em relação a Amazônia contrasta de forma imensa aos ideais de Chico Mendes, nesse ano sancionou lei que destaca Chico Mendes como patrono do meio ambiente e herói nacional. É possível imaginar que Chico teria estendido suas críticas do Banco Mundial, nos anos 1980, ao à política do BNDES hoje: o benefício dos investimentos provoca destruição, conflitos, violência, e no fundo acaba por beneficiar poucos bolsos.

No Acre, o legado de Chico Mendes ajudou a eleger não apenas quatro mandatos seguido ao governo, como senadores (Marina Silva, por exemplo), deputados, vereadores, prefeitos. O atual governo, que tem incentivado não só a pecuária como mesmo a exploração de gás na floresta, tem recebido criticas contundentes de alguns antigos companheiros de Chico Mendes. Não há dúvidas, no entanto, de que os sucessivos governos do PT no Acre foram os que melhor souberam dirimir os intensos conflitos por terra que ocorrem no Brasil, e, até o momento, também controlar o desmatamento. Se há abusos do uso da imagem de Chico Mendes e “traições” como acusam os companheiros do líder seringueiro, no Acre também há esperanças de surgir um modelo inovador, como foram as reservas extrativistas, sem que isso signifique transformar a floresta em commodity. O medo é que seja necessário outra “loteria”, como foi a formação improvavél que resultou na brilhante trajetória de Chico Mendes.

A memória do líder sindical que homenageou revolucionários nos nomes de seus filhos, como Sandino (em referência ao líder nicaraguense) e Elenira (em referência a Helenira Rezende, da Guerrilha do Araguaia); que seguiu Lenin ao se filiar no primeiro sindicato aberto na região; e que defendia a “reforma agrária” através das reservas extrativistas, vai cada vez ficando menos “vermelha”, e mais verde desbotado de um ambientalismo capitalista que tenta mercantilizar a floresta e a natureza.

Nesses 25 anos que separam o assassinato dos dias de hoje, procurei dois companheiros próximos a Chico Mendes na época, Osmarino Amâncio e Gomercindo Rodrigues, para ouvir deles o debate em torno do legado, e também compreender melhor como pensava Chico Mendes. Dois companheiro sque não seguiram a política oficial, mas permanecem, cada uma de sua maneira, dedicados em perpetuar as memórias do amigo. Os depoimentos seguem em posts publicados hoje no blog.

“Guma”, como é conhecido Gomercindo, hoje é advogado em Rio Branco, e ele vê vitórias importantes do movimento após a morte de Chico, com a diminuição dos conflitos, a criação de reservas extrativistas, e a inserção de muitos elementos da luta seringueira na principal pauta de políticas públicas. Para ele, no entanto: ” Há hoje uma negação dos princípios do Chico Mendes na questão da memória. O Chico era um cara com formação de esquerda, mas era um conciliador. Era muito firme e sempre foi muito seguro de ser uma pessoa de esquerda. Houve um abrandamento do discurso. Quando o PT chegou ao poder no Acre, algumas coisas foram encaminhadas, outras transformadas numa proposta mais palatável, e sendo colocadas como se fossem os ideais de Chico.”

Osmarino, que ainda vive na floresta, vai mais além nas suas críticas ao uso da imagem de Chico Mendes:

Chico mendes abriu a discussão sobre uma parceria com o movimento ambiental, mas a sua preocupação era social e fundiária. A terra era vista por ele com a função social. Ele tinha visão da conjuntura. Criticava o sistema que só implementa a barbárie, a concentração nas mãos de poucas pessoas. Ele colocava isso nas discussões. Nossa vida é de acordo com a natureza, e só temos condições de sobreviver com a floresta em pé. A gente vive da castanha, da pesca, da caça. A gente achava que os ambientalistas podiam ser nossos parceiros. E o Chico Mendes sabia compreender o momento para fazer as parcerias e as alianças.

Só que hoje, com o FSC, WWF, essas ONGs, a Marina implantando o capitalismo verde, o Chico Mendes está sacudindo. Chico Mendes era um libertário. Um socialista convicto. Queria a reforma agrária, e era acusado de terrorista. Parece que estão assassinando o Chico outra vez pintando ele de um ambientalista desses, porque querem matar a figura do libertário, lutador pela vida, por igualdade social, contra preconceito e discriminação.

Chico Mendes serviu de inspiração para diversos movimentos e organizações em todo o mundo. No lado oposto da Amazônia, no Pará, inspirou José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, assassinados em razões muito semelhantes no dia 24 de maio de 2011. Maria havia mudado o nome da escola do assentamento onde viviam, em Nova Ipixuna, de “Presidente Costa e Silva” para “Escola Chico Mendes”. Chico Mendes era, ao lado de Paulo Freire, uma das principais bases teóricas e fontes de inspiração da luta pelo extrativismo e a vida junto da floresta, do engajamento e união dos trabalhadores em defesa do ambiente onde vivem.

A influência internacional de Chico Mendes não ficou restrita ao círculo de ambientalistas em Washington, nos Estados Unidos, e em Ipanema, no Rio, com quem ele havia se aliado para defender os seringueiros. Chico Mendes dizia que primeiro ele pensava em defender os seringueiros, e por tanto, a seringueira e a floresta, e assim se deu conta de que estava defendendo o Planeta. Os ideias de Chico Mendes se espalharam pelo interior do Brasil pela base, com um conteúdo bem mais crítico do que aquele que se tenta espalhar pelas cidades e classes mais altas. Sua luta chegou até na Índia, por exemplo, onde o historiador indiano Ramachandra Guha compara o movimento Chipko, na Índia, com os seringueiros no Brasil, e mostra a grande influência que os seringueiros tiveram para inspiração de um movimento do outro lado do globo. “A partir daí o ambientalismo deixou de ser um conservacionismo elitista para se tornar um ecologismo popular, ou ‘ecologismo dos pobres'”, me disse o economista ecológico Joan Martinez Alier, professor da Universidade Autônoma de Barcelona. Outra comparação feita no plano internacional é com o líder ogoni Ken Saro Wiwa, assassinado pelo Estado da Nigéria por lutar contra a Shell.

A melhor forma de conhecer Chico Mendes é ouvindo e lendo Chico Mendes por ele mesmo. Além de seu livro “Chico Mendes por ele mesmo”, que pode ser encontrado em sebos, há dois grandes documentários on line que contem entrevistas realizadas com ele.

O filme Voice of the Amazon, de Miranda Smith, passou no Brasil pela TV Manchete, e há uma boa versão no original em inglês: http://www.youtube.com/watch?v=Ii0ypePaZ1o

De Adrian Cowell, “Chico Mendes: Eu Quero Viver”, que integra a espetacular série “A Década da Destruição”, pode ser visto em: http://www.youtube.com/watch?v=63fSmrKkDiU

A Universidade de São Paulo disponibilizou uma magistral aula proferida por Chico Mendes no departamento de Geografia, alguns meses antes de sua morte: http://www.youtube.com/watch?v=S5_hUt-mvhk

Entre tantos bons livros, Gomercindo Rodrigues lançou “Caminhando na Floresta”, pela editora da UFAC, e Edilson Martins “Chico Mendes: um povo da Floresta”, pela Garamond. A última entrevista concedida por Chico Mendes, justamente a Martins, acabou sendo publicada apenas após sua morte, e pode ser conferida aqui https://docs.google.com/document/d/1TXHbR2SfFmumACCKzYfpHVRzNKPdpTMIbF-NVX1NNQk/edit. A história dessa entrevista, que poderia ter salvo a vida de Chico Mendes, mas não foi publicada por incompetência de celebrados jornalistas (que representam a surdez da grande mídia até hoje com relação aos problemas sociais do Brasil), e foi contada por Martins ao jornalista acreano Altino Machado, recentemente, nesse depoimento: http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2013/11/11/ha-25-anos-jornal-do-brasil-nao-quis-publicar-ameacas-a-vida-de-chico-mendes-2/

Em abril, em Washington, DC, nos Estados Unidos, a antropóloga Linda Rabben, que conheceu Chico Mendes em vida, junto de outros ambientalistas e diferentes organizações da sociedade civil, está organizando uma grande conferência em homenagem a Chico Mendes, que deve contar com a participação de diversas lideranças de base e também um festival de filmes. O evento pode ser acompanhado por este site: http://www.chicovive.org/

Não há dúvidas de que a morte violenta não matou as ideias de Chico Mendes. Muitos elementos relacionados ao assassinato ficaram sem explicações, e Darly e Darcy Alves, fazendeiros pistoleiros, pagaram pelo crime que, como se suspeita, tenha livrado outros que também mereciam estar ainda hoje atrás das grades.

O mais triste é pensar que apesar de avanços, a UDR que teria orquestrado a morte de Chico Mendes, e tantos outros, impondo um clima de terror, hoje está transformada em CNA, e a violência no campo segue como um dos maiores desafios para a democracia no Brasil. “O que acontecia no Acre naquele tempo com os seringueiros, hoje acontece no MS com os Guarani, de forma muito similar”, compara Gomercindo.

 

 

Nicaragua, El Salvador, canto y combate, los internacionalistas chilenos caídos

¡Feliz Navidad para todos!!!. “Cristo de Palacagüina” (Carlos Mejía Godoy).

South of the Border. Documental de David Bradbury. Nicaragua 1983.
En una trinchera del frente norte canta Mario Rojas.

“EL CRISTO DE PALACAGUINA”

En el Cerro de la Iguana Montaña adentro de las  Segovias
se vio un resplandor extraño como una aurora de media
noche los maizales se prendieron, los quiebra platas se
estremecieron, llovió por Moyogalpa, por Telpaneca y
por Chichigalpa

CORO
Cristo ya nació en Palacaguina de Chepe Pavon Pavon y
una tal María ella va a planchar muy humildemente la
ropa que goza la mujer hermosa del terrateniente.

Las gentes para mirarlo se rejuntaran en un molote, el
indio Joaquín le trajo quesillo en trenzas de Nagarote
en vez de oro, incienso y mirra le regalaron segun yo
supe cajetitas de Diriomo y hasta buñuelos de Guadalupe.

CORO
Cristo ya nació en palacaguina de Chepe Pavon Pavon y
una tal María ella va a planchar muy humildemente la
ropa que goza la mujer hermosa del terrateniente.

José el pobre jornalero se mecatella todito el dia, lo tiene
con reumatismo el tequio de la carpintería, Maria suena
que el hijo igual que el tata sea carpintero, pero el cipotillo
piensa mañana quiero ser guerrillero.

CORO
Cristo ya nació en Palacaguina de Chepe Pavon Pavon y
una tal María ella va a planchar muy humildemente la
ropa que goza la mujer hermosa del terrateniente,
Cristo ya nació en Palacaguina de Chepe Pavon Pavon y
una tal María ella va a planchar muy humildemente la
ropa que goza la mujer hermosa del terrateniente, la
ropa que goza la mujer hermosa del terrateniente, del
terrateniente, del terrateniente.

El gran Carlitos, Carlos Mejía Godoy, fue el creador de esa obra maestra “Guitarra armada”, son canciones de homenaje, pero también son canciones de combate, donde junto con cantar, se aprende el uso de las armas y explosivos, lo cual era muy importante en un país cuya población tenía un 52% de analfabetismo, en la Dictadura de Somoza. La interpretación la efectúa un gran cantante chileno, Mario Rojas, y su público, que además lo corea, son combatientes sandinistas y, todo ello, en plena montaña. Una canción hermosísima es “Comandante Carlos Fonseca” (en homenaje a uno de los fundadores del FSLN).

El comandante Carlos Fonseca Amador cae en combate contra la Dictadura somocista el 7 de Noviembre de 1976. Y en 1979 sus restos son trasladados a la Plaza de la Revolución de Managua, donde reposan en un mausoleo.Carlos Fonseca

El texto de la canción es el siguiente:

“Poseídas por el Dios de la furia

y el demonio de la ternura.
Salen de la cárcel mis palabras
hacia la lluvia.

Y sediento de luz te nombro hermano
en mis horas de aislamiento,
vienes derribando los muros de la noche
nítido, inmenso.

Coro: Comandante Carlos, Carlos Fonseca,
tayacán vencedor de la muerte,
novio de la patria rojinegra
Nicaragua entera te grita: ¡Presente!

Coro: Comandante Carlos, Carlos Fonseca,
tayacán vencedor de la muerte,
novio de la patria rojinegra
Nicaragua entera te grita: ¡Presente!

Cuando apareciste llegaste a nosotros
con tus ojos miopes azules intensos,
fuiste desde entonces el hermano
terco, indeclinable, sempiterno.

Fuiste mecanógrafo, hormiga, martillo
y al día siguiente de nuestro encuentro
vimos tus letreros subversivos
en todos los muros de nuestro pueblo.

Coro: Comandante Carlos…

Una bala en la selva de Zinica
penetró en tu recio corazón de santo
y estalló tu sangre en nuestras vidas
como una gigante bomba de contacto.

Desbordante de amor hacia los hombres,
trinitaria roja tu pecho desnudo,
tus ojos azules generosos
apuntando firmes hacia el futuro.

Coro: Comandante Carlos…

Cuando los afiches del tirano
sean insepultas huellas de la escoria;
cuando los traidores y cobardes
sean referencias de una vieja historia.

Las generaciones venideras
de la Nicaragua libre y luminosa
van a recordarte eternamente
con tu carabina disparando aurora.

Coro: Comandante Carlos…”

El Colorín- ChileJuan-cabezas-torrealba

En las tierras de Sandino, fueron muchos chilenos los que lucharon por la revolución sandinista, algunos con las armas, otros cantando, otros alfabetizando, entre otras cosas. El primer chileno caído en combate fue el compañero Juan Cabezas Torrealba, el “colorín” (tenía el cabello pelirrojo), quien murió en el frente sur, cerca de Orosí. Juanito como le decían cariñosamente había sido militante del MIR y solicitó autorización para ir a combatir a Nicaragua, la cual le fue negada y como él igual partió a combatir, fue expulsado. Por tal motivo Juanito es de los que mueren sin partido, pero ello no obsta para que sea considerado un gran revolucionario. Sus restos aún no han sido ubicados, por lo que Nicaragua entera es su tumba. Qué mejor homenaje que la canción de Carlos Mejía Godoy, basado en un poema de  Ernesto Cardenal: “La tumba del guerrillero”

Dentro de los combatientes chilenos en Nicaragua tuvieron un rol destacado, militantes comunistas y socialistas, con formación militar. Los primeros serían la base para el FPMR (Frente Patriótico Manuel Rodríguez) y dentro de ellos se puede citar a Raúl Pellegrin, el comandante José Miguel del FPMR, asesinado a raíz de la acción de Los Queñes, junto Cecilia Magni (Comandante Tamara), cerca del término de la Dictadura de Pinochet.Mausoleo Combatientes

Asimismo, hubo diversos chilenos que participaron en la revolución salvadoreña, durante la década de los 80, donde participaron diversas fuerzas políticas de izquierda. El total de combatientes chilenos caídos en Nicaragua y El Salvador, superan los 20 combatientes y en homenaje a ellos se erigió el Memorial a los combatientes internacionalistas en el Cementerio General (léase Mausoleo de los Combatientes del Amor y la Esperanza) de Santiago, Chile. Normalmente el día 20 de Abril de cada año, se les rinde homenaje, en lo que se ha instituido como el día del combatiente internacionalista. Cabe señalar que fueron del orden de 200 los combatientes internacionalistas de todo el mundo que cayeron en El Salvador.

Nelson – ChilePLAZARENCA

Nelson, renquino de corazón

Dentro de los combatientes internacionalistas chilenos caídos en El Salvador en Diciembre está el compañero Juan Roberto Diez Diez. El compañero Roberto fue conocido en El Salvador como “Nelson”, militante del MAPU (el que impulsaba el MJL), nació en el sur de Chile, en Traiguén. Emigra con su familia a Santiago, donde pasa a integrar las filas del proletariado, donde luego de un largo deambular por diversas industrias, sobretodo en el ámbito textil, pasa a ser un obrero especializado, siendo un obrero calderero. En tales funciones se desempeña en Tejidos Caupolicán, hasta que la política neoliberal de la Dictadura de Pinochet, hace pedazos la industria textil. Durante el gobierno de Salvador Allende participa activamente en las luchas de los trabajadores, sobretodo en el Cordón Industrial Panamericana Norte, así como en la Dictadura, en las huelgas de Panal (ex-Algodones Hirmas), así como en el apoyo a diversas huelgas y movilizaciones obreras. En su calidad de poblador, le tocó participar en las tomas de terreno en Renca, las cuales dan origen al actual Población Huamachuco, en donde participa en la constitución y desarrollo de la Resistencia, en diversas acciones de masas cumple funciones de seguridad. También fue bombero y dado su carácter servicial, era conocido en el barrio, simplemente como “vecino”. Su compromiso político revolucionario lo lleva a integrarse al contingente de combatientes del MAPU en El Salvador, no obstante que era casado y tenía dos hijos adolescentes, falleciendo en el combate de El Paraíso, el 23 de Diciembre de 1983; en lo que fuera una de las victorias  más importantes del FMLN y que sólo pudo ser neutralizada por el apoyo militar apabullante del imperialismo yanqui. Los restos de Nelson no han sido recuperados y se hizo un funeral simbólico en la Iglesia de la Población Huamachuco II, hace 32 años.

Del contingente del MAPU en El Salvador,  ya antes había caído en combate el compañero Horacio.

Horacio – Chile Sergio Mancilla

Horacio (Sergio Mancilla Caro) nació en Punta Arenas. Se suma al MAPU en el movimiento secundario. El bebió de la “Fuente del Ché”. Se alimentó y creció de la lucha del pueblo, vibró y se entregó con todo, con el Gobierno Popular.

Con el golpe de Estado pasa por diversos campos de concentración, con todo lo que implica eso. Es expulsado de Chile y llega a Panamá donde se casó y tuvo a su hijo: Chapulín. Estuvo en Nicaragua y en Julio de 1981 llega a El Salvador constituyendo una brigada de mapucistas en el frente de batalla.

Autodidacta militar, Horacio es ejemplo de disciplina y meticulosidad, sobre todo de alegría. El 5 de octubre de 1981 las FFAA tienden un cerco en Chalatenango donde Horacio cae en combate. Tres meses después, fue ubicado su cadáver. Siete impactos le quitaron de a poquito la vida (…) Y, en un día de sol intenso, envuelto en una alba sábana, fue depositado en el mero centro de la cumbre más cumbre de Chalatenango, despedido por toditas y toditos los chalatecos que ahí lo tienen para ellos, para nosotros…

para siempre, para todos….

Cabe destacar que el compañero Horacio cae cubriendo la retirada de sus compañeros, los cuales logran romper el cerco de las fuerzas enemigas.

El MAPU-Lautaro toma su ejemplo y le coloca su nombre al arma casera, característica de los primeros años del MJL.

Fuentes: diversas, incluye varias páginas web y libros: “La Historia de Sergio Mancilla Caro, Un Guerrillero Internacionalista Austral” de Sergio Reyes, “Internacionalistas chilenos en la Revolución popular sandinista” de Pascale Bonefoy y otros.

33 años del MJL (Movimiento Juvenil Lautaro)

Justamente el MJL (Movimiento Juvenil Lautaro) surge en Diciembre de 1982, como una organización socio-política, que busca impulsar la lucha político-militar de masas, sobretodo en la juventud popular, principalmente poblacional. El MJL surge y es impulsado por el partido MAPU, el cual atravesado por contradicciones internas, que se presentan como contrapuestas e insalvables, finalmente se divide en Agosto de 1983, dando lugar a dos MAPU: el renovado, que no tiene interés en mantener el partido, buscando disolverse en la Convergencia Socialista y luego en el Bloque Socialista (de posturas socialdemócratas), para terminar haciéndolo en el PS renovado y el PPD ( de posturas socialdemócratas y luego neoliberales). Por otra parte, está el MAPU popular, o simplemente MAPU, que fuera bautizado por la prensa y el MAPU renovado, como MAPU Lautaro y que, congruentemente, con los planteamientos del último Congreso del MAPU, busca impulsar una estrategia insurreccional y un proyecto político de una alternativa popular (Chile Popular). Sin embargo, las desviaciones militaristas en la política del MAPU y el cambio de su estrategia por una estrategia de guerra, lo llevan a su fracaso político y militar, quedando prácticamente destruida la organización.

Un video realizado por la televisión francesa, da cuenta delos planteamientos y acciones del MAPU o, como lo denominan ellos el MAPU Lautaro.

 

Fuentes: varias, incluye: pueblorebeldevencera.blogspot.cl, mapuenlalucha.blogspot.cl

México, Ayotzinapa, 2 normalistas asesinados en el 2011, 43 normalistas desaparecidos en el 2014. Más de 2.000 desaparecidos en el Gobierno de Peña Nieto

Dos normalistas asesinados 2011
Padres, madres y normalistas exigen justicia a 4 años de los asesinatos de Alexis y Gabriel estudiantes de la Normal Rural de Ayotzinapa asesinados el 2011 en el Parador del Marqués

Foto Prensa Ayotzi

A propósito de memoria: desmemoria en España

Santiago-Chile: 19 de Diciembre de 2015, Funa a un torturador y asesino


Funando un chancho JORGE ARRIAGADA MORA alias LAGARTO JUANCHO brigada Lautaro DINA INVOLUCRADO EN CASO CONFERENCIA https://www.facebook.com/video.php?v=10208195051573527&pnref=story

 

 

 

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